sexta-feira, agosto 08, 2003

e ressucitaram o happening!!! heheh... que ótimo...

dica da mustang... como sempre, ela...

e continuando... made in ICQ:

happening?
Fernando Ribeiro [16:35] :sim... é um evento pré-performance... da década de 60... que tinha toda essa estória em que público, artista e obra não tinham distinção... eram eventos coletivos e que tinham certas instruções... hehehehe... foi um negócio super datado, pois logo a performance surgiu... hehehe... antes deles, tinham os artistas futuristas e os dadaístas, nas primeiras 2 décadas do século passado... que faziam eventos, ou 'soirés'... como chamavam, mas era mais voltado contra o público... de agressão ao público... hehehe

Allan Kaprow foi quem intitulou de Happening(*)... onde o principal era a participação do público como parte da obra... teoricamente não havia distinção entre artista, público e obra... sendo que todos participavam e eram componentes de um happening. O principal grupo era o Fluxus, do qual já falei alguma coisa por aqui.

Os primeiros eventos happenings surgem lá pelo fim da década de 50... a performance já surge em meados da década de 60... a diferença primordial é que o artista, na performance, volta a ser o indivíduo principal... volta a ter separação entre artista e público, e a "obra performática" está mais concentrada no artista.

então... saber que o happening voltou e revisto, voltado mais para uma certa ironia e diversão (sendo que nos happenings da década de 60 tinha mais uma intenção de unir arte e vida)... provocação leve... alegra-me muito...

um pouco sobre happening eu falei no post sobre o hermann nitsch de 17.06.2003.

(*) Allan Kaprow fala de uma progressão linear, dentro de seu trabalho, que vai culminar no happening. Ele fala de como possibilitava em suas assemblages (uma mistura de pintura com objetos, e que para mim os melhores nisso eram o Jasper Johns e o Jim Dine) uma participação do público... de como que a ele, isso interessava muito. Foi um passo para ele passar da assemblage para o environment. Que seria um "envoltório"... ainda não uma instalação, mas algo produzido no espaço e que envolvesse o público, de forma que pudessem interagir... e o pulo para o happening foi do environment... da interação com o público passar do espaço diretamente para uma relação artista-público...

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