sexta-feira, agosto 22, 2008



sempre quando se fala de arte e tecnologia... eu fico com um pé atrás... tem uma mostra rolando no Itaú Cultural e agora quero ver... até para comparar com uma mostra que houve lá, alguns anos atrás e que foi bem bacana...

a minha preocupação com arte e tecnologia é quando se rende a arte por um tecnologismo, digamos assim. Ou seja, a animação tão grandiosa com a tecnologia acaba suprimindo o artístico do trabalho. Algo semelhante do esteticismo, que foca somente na estética da obra e a eleva a principal característica... como se a obra fosse o seu fator estético.

anyway... vamos ver para onde caminha o mundo...


Pronto... resolvido!

sexta-feira, agosto 01, 2008

Jackie Wilson - (Your Love Keeps Lifting Me) Higher And Higher



Lançado pela gravadora Brunswick, em 67. Eu, particularmente, adoro essa música... é daquelas músicas que é um prazer tê-la ecoando dentro da cabeça... daquelas que num belo dia, de manhã, você acorda e pau... tá na mente e é excelente...

bem... inicio meu atual 'hall da fama', ou 'caiaio! adoro essa música!' com esse grande clássico... e vem mais... muito mais!

E agora... esse clipe... é simplesmente maravilhoso... vamos e venhamos, é divertido pácas!!!

quarta-feira, julho 16, 2008

sabe.. tenho uma suspeita... a criação do mundo das idéias por Platão foi uma resposta a um problema prático!

As idéias surgem na mente, vão, voltam, novas, velhas.... mas na hora de colocar uma palavra no papel... somem...

eis a problemática do mundo das idéias...

segunda-feira, julho 14, 2008

a long time ago

Era uma vez, num blog muito distante, tão distante que era o seu primeiro post, inaugurando uma possibilidade infinita de discussões úteis e inúteis por diversos longos (porém curtos, na realidade) anos.

Em seu post inicial, ele abria com a afirmação que aquele seria um espaço potencial para suas elocubrações teóricas e principalmente habermasianas.

Esse ele sou eu. E essa intenção primordial praticamente ficou no primeiro post, perdido no blog inicial. Por aqui acabei falando bastante de performance art, mais seriamente, e que foi o sentido mais próximo que cheguei da intenção inicial.

A intenção inicial foi perdida. Primeiramente porque esse meio fora muito mais divertido em momentos descompromissados do que numa tendência para produzir textos sérios com aspirações teóricas. Num segundo momento, tornou-se claro que uma pretensa produção intelectual aqui estaria a mercê do plágio alheio. Terceiro: para produzir algo com 'sustância' é necessário estudos aprofundados e maturidade.

Bem, anyway, a questão que aqui ainda tenho condições de explanar pensamentos mais abstratos e específicos que pode ser resumido no simples "sem pé, nem cabeça". Mas ainda posso trazer minhas impressões sobre performance art, leituras, etc. Isso era algo que eu realmente gostava. Mas também tenho que voltar a prancheta.

Que na realidade, um rumo fora tomado. Para algum lugar hei de ir. Uma idéia mais histórica da performance art foi abandonado. Na realidade, recortado. E se a 6 anos pensei em transformar em palavras virtuais reflexões sobre esse tema, somente agora consegui escrever algo mesmo. E não está aqui.

Sobre Habermas. Sim, continuo lendo uma coisa aqui, outra ali. Sim, continuo interessado sobre esse autor. Mas, ainda, sem uma produção reflexiva sobre ou algo a afirmar.

Mas que a 'caixola' aqui anda fervendo, anda...


Pinhão na chapa, pão de queijo, lasanha, pão, bolo... além de esquentar a casa!

Agora sim pode nevar por aqui!
Antigamente eu costumava atualizar minhas preciosas aquisições musicais por aqui. Aí eu parei de atualizar quando ouve um período de poucas aquisições, poucas coisas bacanas e muitas compras de MP3, claro.

Mas eu não parei de comprar... e agora virei mais maníaco ainda... já que costumo comprar muita coisa em vinil ainda...

então, vamos a deliciosa última aquisição:

terça-feira, julho 08, 2008

caros old friends!

se estão aí se perguntando: "mas pô fernando, não vai dar um update nesse blog, pelo menos? dar uma limpada nos links? mudar as cores? deixar mais clean? deixar mais high-tech?"

fernando responde: "não"
definitivamente... o pop é meu karma. e não estou falando da música pop em si, mas da terminologia pop, do conceito pop, dos sons que num dado momento são populares, independente de gênero ou estilo musical. Que por mais que intitulem como vanguarda, hype, underground, o contexto dá um tapa na cara e mostra que naquele devido momento é pop.

e não adianta... por mais pop que eu possa tentar ser... sempre vejo aquelas caras de 'o que é isso?'

quinta-feira, junho 19, 2008

opa... com licença... deixa eu passar a vassoura aqui... tirar o pó ali... dar uma limpada por cima...

em maio passado fiz meu aniversário de 6 anos com blog... e nada mais justo publicar um post que pode ser o anual...

a ferramenta mudou bastante, melhorou, ficou mais fácil e hoje em dia não consigo escrever aqui, nem mesmo ler. Recordo-me da geração de blogueiros de 2002 de onde ganhei grandes amigos fora do mundo virtual. Lembranças, risadas e muitos textos, seja sobre música ou performance art ou qualquer besteira do cotidiano que pedia uma expressão por aqui.

Hoje em dia não consigo nem ler blogs mais, nem mesmo dos amigos que continuam a publicar textos interessantes ou divertidos. Não estou aqui querendo defender uma "geração" ou algo do tipo, muito pelo contrário. É total desinteresse meu mesmo.

Mas o que me chamou a atenção nos últimos tempos foi uma retomada importante desse espaço como uma ferramenta da atualização. O que quer que procure, é em blogs que vai encontrar o que há de mais atual. Blogs ditam tendências, modas e modismos, falam o que é legal e o que não é, informam quem busca a informação mais atual, seja pessoal ou não. Blog tem um novo potencial que foi adquirido com uma nova geração que se identifica com esse meio? Talvez.

A ferramenta está aí. Espero que meus textos sérios do passado estejam sendo encontrados e ajudem em alguma reflexão. Principalmente aqueles em que eu buscava trazer uma reflexão pessoal sobre um assunto, principalmente performance art.

O que mudou daquela época para hoje é que não publico mais por aqui. Nem uso esse espaço como rascunho para pensamentos e estudos, o velho caderno anotado a caneta, livros grifados, são hábitos que não mudam. Mas continuo aí, vivendo e pensando sobre performance art, ouvindo e tocando muita música, reclamando das coisas chatas da vida, também.

e bem... agora deixe-me dar uma olhada no meu blog e tentar descobrir se algum velho amigo passou aqui para dizer apenas um 'oi'!

sexta-feira, janeiro 11, 2008

acaba ano... começa ano...

o que gosto disso é ver as listinhas dos melhores do ano... local, nacional, internacional, musical ou não musical... e ver que minha lista não bate com a de ninguém...

ou seja... continuo o velho peixe fora d'água!!! aha!!!

quinta-feira, outubro 04, 2007

Alternate DJs WebTV Show • 24.9.2007








Playlist


1. Moba Sound - My Cats (Island Groove Remix) - [Groove Sense]
2. Jack 'N' Daniels - Saxy Groove (Jon Parry Remix) - [Reelhouse]
3. Subsollo - Marte - [CDR]
4. Tiger Stripes - The Voyage - [Nite Grooves]
5. Fuzion Pres. Darryl D'Bonneau & K.T. Brooks - Unity - We Can Do This (Deep End Fuzion Dub Mix) - [Fuzion]
6. Kemistry - Circe - [Soul Heaven]
7. Isaac Varzim - Pontus - [CDR]
8. Kerri Chandler - Moon Bounce (Full Length Mix) - [Deeply Rooted House]
9. Fudge - Bipolar (Rough Mix) - [Tejal]


Alternate DJs WebTV Show • 17.9.2007









Playlist


1. Kemistry - House Theme - [Soul Heaven]
2. Ciappy DJ & Pablo feat. Savio Vurchio - The Logical Groove Elements (Raw Artistic Soul Vocal Dub) - [Prog City]
3. Eman & Doc Link feat Malik Alston - Changing Faces (Doc Link's Wild 100's Mix) - [Liberate]
4. DJ Le Roi feat. Roland Clark - I Get Deep - The Remixes (DK Brown Edit) - [Deeptown Music]
5. SUMO - The Danceband - [Heya Hifi]
6. Fletch - Release Yourself (Fletch's Bleep Mix) - [Love House Records]
7. Bazwaana, Keith Thompson - (Africa In Your Veins (Christian Hornbostel Timba Dub) - [Waking Monster]
8. Dom Navarra feat. Monique Henry - So Lonely (E.deep Afrotech Dub) - [Grooveland]
9. Clemens Rumpf feat. Will Taylor - House muzik (Davidson Ospina Remix) - [Ospina Digital]
10. Twisted Rhythm feat Mark Lemon - Let The Music (Central Avenue Remix) - [Barcoda]

terça-feira, julho 31, 2007

Acabo de ficar sabendo que o disco Ok Computer do Radiohead fez 10 anos!!!

Sério... para mim foi lançado ontem... acho que estou precisando rever minha noção de tempo...


Ps.: Para o povo de Curitiba, alguém conheceu o Cabaret Pagliati, que ficava na S. Francisco esq. com Riachuelo, onde antes era o Medusa??? Alguém foi no show do Brincando de Deus no bar do DCE da PUC em 97??? Ou mesmo no Toy Dolls em 95?

segunda-feira, junho 11, 2007

sabe essa coisa do novo... isso muita vezes cansa... principalmente referente ao novo pelo novo. É de cansar essa estória da busca pelo novo... pelo novo mais novo que o novo... não há mais nenhuma ferramenta de análise... basta ser o novo do novo, novissimamente novo.. que isso é ser tudo... esse é o dilema do hype (lê-se ráipe).

Esse termo me lembra o termo yuppi... que nunca entendi muito bem... vai ver porque nunca morei em Nova York para saber... ou mesmo para ver uns protótipos em São Paulo, se é que existiram...

Mas no fim das contas... essa corrida pelo hype, pelo 'novo-do-novo-sendo-mais-novo-que-o-novíssimo' parece um exemplo clássico da era moderna!!! opa... outra grande palavra que acompanha o hype... é o moderno... quem nunca viu termos como 'que tal ouvir um som moderno?' 'somente som moderno'? etc.?

Volto a questão da era moderna, vendo características que perpetraram toda era da modernidade, nas artes até a década de 50 do século passado. O que mais vejo é uma idéia de negar o passado... o moderno já tem intríseco a negação do passado... o passado é limado por fatos específicos. Lembra-se do passado geralmente quando se pensa em vender o peixe. Algo que Greenberg fazia com Pollock... havia o novo em Pollock, mas Greenberg gostava mesmo de colocá-lo dentro de uma secessão de artistas que remontava ao renascimento... mas isso era na venda... porque os artistas tentaram reinventar a arte... negar seu passado e recriar novos conceitos... algo que a arte pós 60 ignora e volta-se ao passado...

quando vejo esse termo hype... vejo uma busca desesperada por não se sabe o que. A busca pela busca... isso faz sentido em alguns locais... mas somente neles. Porque o tempo que se disperdiça na busca da renovação constante faz-se com que perca a base dessa busca... o ponto de partida... onde tudo se inicia, a qualquer momento...

já quando vejo o termo moderno... principalmente 'som moderno'... vejo o passado se repetindo... vejo que o mundo que se situa fora do moderno (e que é um mundo bem grande) sendo ignorado... mas é esse mesmo mundo que que gera os 'modernismos'... esse mundo fora e a parte, onde tudo funciona com seus modos específicos e que nunca conseguimos compreender como um todo...

e no fim... não sou a favor e nem contra o moderno... confesso que essa coisa do hype me cansa prá caramba, mas mais o discurso do hype... que no fim é uma busca insensata que sempre ignora uma certa pluralidade cultural em prol sempre do novo-mais-novo-que-o-novo.